sábado, 31 de julho de 2010

Morte e vida

Está a me consumir
Chegando perto do meu coração ferido
Minhas pernas já não respondem a minha mente
Pois meu espírito já esmoreceu
Minha visão vai ficando turva
Até ficar tudo escuro
Os músculos contraem involuntariamente
E as lágrimas que escorrem pela face,
Não sei se de dor ou de alívio,
Tentam clarear o estado caótico do meu ser.
Não há motivo para resistência
Entregar-se é a única saída
Perdendo os sentidos pouco a pouco
Mergulho no buraco negro sem volta
E quando a essência se extingue
Finalmente me sinto viva.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Soneto da Esperança

Esperança
Faz-se ver nos olhos de uma criança
Que alegre corre
Sem saber onde ir.

É a mão, o braço
A sustentação da Alma
Que o vento sopra e acalma
Que espera o tempo que há de vir

A esperança nunca morre
Silenciosa não a percebemos
Mas não a deixamos fugir

Engaiolados na realidade
A esperança é uma flor que nasce
No sorriso de quem ri.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Liberdade

Penso em uma maneira de fugir

Ir a outro lugar

Um lugar que antes ninguém esteve

Onde eu possa me escutar

Saber o que sinto e penso

Poder de novo começar

Estou cansada dessa vida sem graça

Quero poder me libertar

Dar assa ao meu viver

Parar de me preocupar

Esquecer dos meus problemas

Eu quero dormir e sonhar