Chama os vermes para a festa
Uma vida que se extingue
Para manter tantas outras,
Mesmo que quase insignificantes.
Os olhos ainda perdidos no nada
E dos orifícios saem insetos
Que procuram onde depositar suas crias.
É o grande banquete que se inicia
quando o jogo da vida acaba.
Pode-se ver os tecidos
Os músculos, e os nervos,
Todos expostos à humilhação.
Orgulho pra quê?
Se os restos estão entregues a terra?
O que é material se esvai
e o que resta vai além da compreensão
Quando os animais se enchem
E abandonam sua refeição
Sobram-lhe os ossos,
Que são os únicos a contar a história.