E com elas eu podia voar
Já sentia o vento no rosto
Só de imaginar onde elas me levariam
Visitei lugares incríveis
Senti o perfume do todas as flores
Ouvi todos os sons que o mundo reproduz
Provei todas as sensações
Eu ria com as cócegas que o vento fazia
Eu acordei...
Do meu próprio sonho criado
Tudo que existia eram penas
Jogadas pelo quarto vazio
Esse mesmo vazio que me engolia
Que me deixavam a mercê do som que me perturbava
O grande som do silêncio
As flores despedaçadas
Criavam a cena dos desesperados
Da imagem dos próprios sonhos
Que pisados foram esquecidos
Encolhida, agarrada as ultimas esperanças
Que teimam de sair de dentro de mim
Desacreditada, esmorecida, acabada
Queimando as lembranças
A noite me engole
E eu, sem pestanejar, a deixo me levar.
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